Diário de Vida Nômade #1

Mão com mapa mundi, vida nômade

Como tomamos a decisão doida de começar a vida nômade

Tudo começou em julho do ano passado. Tínhamos viajado pro Chile em abril e já estávamos sonhando com os próximos destinos. Olhando o mapa na parede da sala o Thiago se deu conta que havia muitos pontos marcados como ‘quero ir’. Ele disse: “Nossa indo em um lugar por ano, vamos levar um tempão pra ver tudo hein!”.

Ele mesmo me apresentou canais de vida nômade no youtube e eu já acompanhava algumas pessoas pelo instagram que tinham esse estilo de vida. Engraçado que a primeira vez que ouvi falar eu pensei que era loucura. Depois fui amadurecendo a idéia, vendo as vantagens. Me apaixonei cada vez mais pelas nossas viagens e pela ideia de ver lugares incríveis e fotografá-los. Então, quando ele soltou essa frase, a resposta veio espontaneamente: “Não se a gente virar nômade e for direto de um lugar para outro…”

Vejam bem, temos uma vantagem enorme em comparação a outros pessoas que sonham em fazer isso: O Thiago já trabalha remotamente desde 2015. Tudo que ele precisa é uma boa conexão de internet e um lugar adequado para passar 8 horas do dia programando. Mas mesmo assim nós não fomos apressados, eu gosto de planejar como as coisas vão acontecer. Sou super ansiosa e nós dois gostamos de economizar e pensar no nosso futuro com calma. Por isso o plano é ficar nessa vida por um ano e depois decidir se vamos continuar ou não.

Decidido!

A partir da decisão de que vamos mesmo eu comecei a procurar destinos. Inicialmente pensamos em viajar pela Europa. Eu tinha até feito um roteiro quase completo. Mas ia ser complicado pois no trabalho ele precisa participar de reuniões com o chefe que mora nos EUA. Lá na Europa o fuso horário ia ser um problema. Em dezembro achamos passagens baratas para o Canadá, então ficou resolvido! Vou falar mais sobre nosso roteiro em outro post, mas já temos data para o inicio da vida nômade: 20 de abril!

Atualmente estamos em fase de eliminar as coisas do apartamento aqui em Londrina, para poder entregar na imobiliária. Thiago mora aqui há quase cinco anos e eu há três. Vamos ter que nos acostumar com uma vida mais minimalista. Porém acho que não será um problema já que eu nunca fui de ter muitas roupas e sapatos, realmente não ligo. As únicas coisas que vou deixar guardadas são minhas câmeras analógicas, que são muito pesadas pra carregar, e alguns livros de fotografia.

Fiquei impressionada com a quantidade de tranqueira que a gente acumulou aqui em tão pouco tempo. São variadas: documentos antigos, lembrancinhas e coisas que a gente guarda porque ‘vai que um dia a gente precisa’.  Essas ficam anos e anos no fundo do armário. Para falar a verdade me dá um alivio enorme saber que não teremos mais tantas coisas.

Entre o que eu decidi mandar pro lixo estão os diários da minha infância/ adolescência. Eu não me senti mal por jogá-los fora, eu continuo com as memórias em mim. Mas me lembrei de como eu gostava de escrever e me dei conta que conforme cresci fui deixando essa parte de mim pra lá.

Então agora estou aqui, escrevendo… Mas acho que já está bom por hoje, pretendo ir atualizando esse blog conforme as coisas forem rolando, até para me ajudar a conter a ansiedade.

Que venha a vida nômade digital!

Até o próximo post. ; )

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